A quem interessar possa - passo o ponto

Sexta-feira , 02 de Abril

 Quando eu estava na sexta-série, ou seja, a seis anos atrás, eu tinha uma amiga inseparável, N.* Nós duas estudávamos no mesmo colégio e erámos muito amigas mesmo. Na época, ela gostava de um menino, R.*, que era dois anos mais velho que nós duas. Eu, muito solidária à minha amiga, corria com ela atrás dele, no que achávamos uma ótima tática de conquista: conseguimos o telefone dele, ficávamos atrás dele no intervalo, ficamos amigas das amigas dele, etc, etc, etc. Além disso, tivemos a sorte de descobrir que R. morava no mesmo condomínio que eu. Assim, as visitas de N. à minha casa sempre eram acompanhadas de "rondas" no playground do prédio.
 Ok, ok, eu sei que essa é uma tática idiota e absurda, mas eu só tinha doze anos! E além de tudo, era muito engraçado e por isso nós duas acabamos muito populares no colégio, afinal falávamos com as garotas da oitava série (!!!) .  É óbvio e evidente que o menino pegou pavor de nós duas, e fugia apavorado.                             Depois de algum tempo N. começou a gostar de outro garoto e deixamos R. em paz, coitado. Após terminar a oitava série, eu mudei de colégio, assim como N., e então deixamos de ser amigas inseparáveis, embora nos falemos de vez em quando pelo ICQ.
 A questão é que, mesmo eu e N. deixando de sermos amigonas, R. continua a morar no mesmo prédio que eu, e desde então, quando acontece de nos esbarrarmos no bar do condomínio ou na rua, R. me dirige olhares apavorados. Eu até consigo entender que por algum tempo ele continuasse com receio que eu e N. saltássemos de repente, o sequestrássemos e fizéssemos sabe-se lá o que com ele.
 Acontece que, bem, fazem seis anos (!), e hoje, quando eu desci ao playground para comprar uma garrafa de Coca-Cola, ele estava lá com o irmão menor e uns amigos. O irmão cochichou algo para R. e este logo olhou em minha direção, como de costume, com um olhar um tanto desesperado. Convenhamos: hoje a criatura deve estar com vinte e um anos, tem mais de 1,80m, enforteceu (e com isso perdeu muito do encanto, cá entre nós) e além de tudo estava com uns cinco amigos! Qual o propósito de sentir medo de uma pobre garota gordinha e baixinha??? Mu deuso! Não consegui segurar o riso ao entrar no elevador. Seis anos, e R. continua com medo de mim. Acho que vou acabar sequestrando mesmo ele, só por causa dos olhares apavorados.

* - os nomes não foram revelados para preservar a privacidade dos envolvidos. Quer dizer, menos a minha, mas que privacidade eu tenho nesse blog, anyway?! o.^


Escrito por Giu às 11h49 PM
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Obrigada pelo elogio, Ruppel!!! hoahoahoahoa... (risada malévola da madrasta da branca de neve!)

 Aaaaaah!!!! Tem um post dezzz no blog da minha amigoooona Luciana, o link está aí ao lado, eu ia copiar o texto dela aqui, mas acho melhor vocês irem visitá-la... Não é porque é minha amiga, não, tá??? E faço minhas as palavras dela... Logo, logo preparo uma lista de "odeios" pra vocês também.


Escrito por Giu às 5h33 PM
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Quarta-feira , 31 de Março

Hoje eu me fiz uma pergunta: Porque será que as Havaianas se chamam Havaianas? Será que as havaianas usam uma sandália que inspirou as Havaianas? Entonce entrei no site das Havaianas e peguei a história delas. Eu gostei, mas continuei sem saber de onde surgiu o nome.

"Tudo leva a crer que foi a Zori, sandália japonesa, a fonte de inspiração para a criação das sandálias Havaianas em 14 de junho de 1962. Mas a versão nacional trazia um diferencial: eram feitas de borracha. Um produto natural, 100% nacional e que garantia calçados duráveis e confortáveis. Era tão simples a idéia da nova sandália que sua fama se espalhou feito rastilho de pólvora. Em menos de um ano, a São Paulo Alpargatas fabricava mais de mil pares por dia, o que levou ao aparecimento das imitações. A concorrência bem que tentou...mas não contava com a qualidade das “legítimas”, as únicas que "não deformam, não têm cheiro e não soltam as tiras".
[...]
Um bom par de Havaianas combina com cidade, com praia, mar, céu azul, piscina e com vida dura. Em uma marcha do Movimento dos Sem-Terra sobre Brasília, milhares de homens, mulheres e crianças cruzaram o país calçando Sandálias Havaianas. Na outra ponta, socialites, artistas, o presidente da República, famosos pezinhos (e outros menos cotados) podem ser vistos dentro de coloridas Havaianas. Sem dúvida é a sandália mais democrática que se tem notícia. Calça “do mais pobre ao mais rico” - como disse o escritor Jorge Amado, que não dispensa a calça jeans e um par de Havaianas.

Elas são a cara de pelo menos três gerações de brasileiros. Passaram pelo movimento hippie, pelos anos 70, 80 e 90 e vão muito bem, obrigado! Aliás, sempre alerta, não perdeu nenhum movimento, adaptando suas ações às ordens da moda. [...]
Tema de teses de mestrado, de trabalhos de escola ou de faculdade, o case Havaianas atrai gregos e troianos. Foi seu desenho simples e inteligente que as levou para a mostra Artesanato e Design: Um Processo Contínuo, a ser representante do Brasil na Expo-98, em Lisboa, Portugal, e que as fez merecer destaque na exposição Design e Materiais, realizada em São Paulo no final de 97. [...]
Na Fábrica de Havaianas em Campina Grande (PB), são fabricados cinco pares de sandálias Havaianas por segundo, o que dá 105 milhões de pares em um ano. Desde o seu lançamento, 2,2 bilhões de pares de sandálias Havaianas foram fabricados e vendidos. Alinhados os pés de tamanho 37, chega-se a quase 50 voltas de circunferência da Terra. E hoje chega-se a uma constatação: a cada três brasileiros, dois em média consomem um par de Havaianas por ano."

P.S.: O R.I.P. que coloquei do lado de alguns bloguis significa Rest In Peace, ou Descanse em Paz. Sabem aquela típica cena de cemitério de desenho animado? Nas lápides têm escrito essa sigla. Aqui, no caso, eu botei para sinalizar bloguis que estão, pelo menos até levantarem de suas tumbas, morteenhos, morteenhos da silva.  Besos a todos.


Escrito por Giu às 11h26 PM
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